CLICKAMBIENTE

Educação e percepção ambiental

11

de

dezembro

Não tenho vergonha, levo a minha sacola

O saco plástico virou um vício. Mesmo em supermercados que incentivam a utilização de sacolas recicláveis, pouquíssimas pessoas buscam esta alternativa. Será que é feio levar uma sacola de casa?? Sempre que posso levo a minha. Já me acostumei com a cara dos caixas e das pessoas que me olham com um ar de espanto. Mal sabem eles que nos EUA e em outros Países da Europa você vai ao supermercado comprar àgua e não garrafa plástica. Nos supermercados destes países existem enormes reservatórios com torneiras. Neles você coloca uma moeda e enche a sua garrafa. Todo mundo leva o seu vasilhame e ninguém acha feio. Todos deveriam fazer uma reflexão e questionar suas atitudes. Todos deveriam imitar apenas os costumes que trazem realmente benefício para a saúde,  para o bem estar do nosso ambiente e para o futuro da sociedade como um todo.

11

de

dezembro

Lembre-se: consciência começa pelos Países baixos

Procure utilizar sempre papel higiêncio não clorado. Na falta destes, prefira aqueles que utilizem tecnologia TCF (Total Chlorine Free), que elimina totalmente o emprego de compostos clorados para o branqueamento da celulose. Estes compostos fazem muito mal ao meio ambiente.

14

de

novembro

O que é Lixo?

" Sebastião Pinheiro sabiamente nos diz que lixo é um conceito humano e individual, pois não há lixo sem um DONO que o gerou, nem há lixo sem o ATO DE IRRESPONSABILIDADE que é o seu abandono".

PINHEIRO, Sebastião. Cartilha do lixo. Porto Alegre: Gráfica Editora La Salle, 2001.

11

de

novembro

A natureza vista como fonte de recurso

   (*)Para explicar como a visão de uma natureza vista como fonte de recursos influenciou o desenvolvimento capitalista, nós teremos que retornar ao passado, ao período clássico grego, quando no apogeu da democracia grega esta visão começou a tomar forma através dos filósofos Platão e Aristóteles. São eles que, através de suas idéias, começaram a privilegiar o homem e a idéia em detrimento da natureza.
      Com o passar do tempo, a assimilação dessa visão aristotélico – platônica pelo cristianismo, durante toda a Idade Média, acabou levando a cristalização da separação entre espírito e matéria. A partir de então, a existência da idéia de um Deus único e todo poderoso, o qual está acima de tudo e de todos e, de que o homem foi criado à sua imagem e semelhança, fez com que o homem se visse como um “ser privilegiado”, superior, antropocêntrico.
      Mas é com Descartes que essa oposição homem – natureza, espírito – matéria, sujeito – objeto se torna mais completa, constituindo-se no centro do pensamento moderno e contemporâneo. Com isso, dois aspectos da filosofia cartesiana tornam-se fundamentais e acabam marcando a modernidade. O primeiro é o caráter objetivo, direto, eficiente que o conhecimento adquire, fazendo com que o pensamento cartesiano enxergue a natureza como um recurso, um meio para se atingir o fim. O segundo aspecto é o antropocentrismo, onde o homem passa a ser visto como o centro do mundo; o sujeito em oposição ao objeto, à natureza. O Antropocentrismo consagra a capacidade humana de dominar a natureza. A partir dessa visão, o homem, através do uso da ciência e de seus métodos, pode penetrar os mistérios da natureza e, assim, tornar-se senhor e possuidor da mesma.
      Com o surgimento, então, do iluminismo no século XVIII, qualquer traço religioso medieval é apagado, sendo a crítica à meta – física uma constante, passando-se a creditar a visão de que, para se compreender o mundo, o homem deverá partir do “próprio” mundo e não de dogmas religiosos ou que estão além desse mundo, ou seja, metafísicos. A revolução Industrial chega embasada nessas idéias pragmáticas, onde a ciência e a técnica adquirem um significado central na vida dos homens, sendo a natureza cada vez mais vista como um objeto a ser dominado.
      A partir de então, a ciência é subdividida em física, química e biologia e o homem em economia, sociologia, antropologia, história, psicologia etc. Qualquer tentativa de pensar o homem e a natureza de uma forma orgânica e integrada torna-se cada vez mais difícil. O homem passa então a ter uma visão fragmentada do mundo em que vive.
      Com isso, a idéia de uma natureza objetiva e exterior ao homem, que pressupõe uma idéia de homem não – natural e fora da natureza, cristaliza-se com a civilização industrial inaugurada pelo capitalismo e auxilia no surgimento, no mundo ocidental, de uma visão de que a natureza era apenas uma fonte de recursos.
      Sem dúvida, essa visão tornou-se fundamental no desenvolvimento capitalista.
(*)Autor: Paulo Guilherme Stahnke

11

de

novembro

Holística, sistêmica e interdisciplinaridade

  (*) A visão holística - segundo o Aurélio, é aquela que dá preferência ao todo ou a um sistema completo - veio como uma nova forma de enxergar o mundo, isto é, as partes isoladas de Descartes passaram a ter menos importância, dando espaço para a forma como essas partes se relacionam. Para isso, é necessário que exista uma concepção sistêmica, ou seja, uma forma que permita compreender o mundo através de suas relações, de seus sistemas. No entanto, compreender a realidade através de sistemas não descarta o conhecimento prévio de cada um dos componentes do sistema. Mas, diferentemente da visão ortodoxa, o conhecimento dos componentes necessita transcender à existência de cada um deles. Necessita-se compreender cada um como ele próprio e como parte de um todo maior que tem relações diversas, ricas e únicas.
      Se desde a criação da filosofia - como mãe da ciência - se viu a sua compartimentalização disciplinar em história natural, matemática, física, química, entre outras, hoje é necessário que exista uma reconexão. Não se trata de apenas juntar tudo de novo, mas sim de aprender e trocar o que se puder entre esses diferentes compartimentos - hoje na forma de disciplinas - fazendo que com o tempo e, através da interdisciplinaridade, possamos tornar essa conversa mais aberta e profunda.
      Na verdade, é a própria interdisciplinaridade que paulatinamente poderá fazer do desejo de se pensar e de se viver holisticamente uma realidade. Isto porque a interdisciplinaridade abre caminhos para a transdisciplinaridade que, segundo Piaget, não se contenta em atingir interações ou reciprocidades entre pesquisas especializadas, mas em situar essas ligações no interior de um sistema total sem fronteiras estáveis entre as disciplinas. Hoje, a interdisciplinaridade é um degrau importantíssimo para essa escalada.
      Embora a soma das partes não seja igual ao todo, ao confrontarmos diferentes conceitos / pontos de vista, cada um de nós também estará ampliando a própria experiência. Isso nos dará uma melhor dimensão do quão próximos ou distantes estamos deste holismo tão buscado, tanto na teoria quanto na prática.
      Então, uma aula de educação ambiental, que envolva a Matemática, as Artes, a História e a Geografia, além da disciplina de Biologia ou Ciências, não necessariamente será um trabalho transdisciplinar, onde todos os conhecimentos estejam intrinsecamente conectados, mas certamente poderá ser um passo imprescindível para que aprendamos juntos, na teoria e na prática, nos aproximando cada dia mais daquilo que realmente estamos perseguindo como espírito humano.

(*) Autor: Paulo Guilherme Stahnke

11

de

novembro

Descarte de Resíduos Sólidos

Estivemos na estrada que dá acesso aos fundos da CEASA/RS, onde constatamos um grande número de Resíduos Sólidos descartados junto à via. Neste local, existe uma enorme quantidade de Taboa (Typha dominguensis, Typhaceae) e o lixo ameaça a sobrevivência das mesmas.

11

de

novembro

Corte em área de preservação permanente

No dia 28/10/2008, publicamos no nosso fotolog, as fotos referentes a área de preservação permanente (Lei 4771/65) que foi parcialmente devastada entre os dias 25 a 28 de outubro de 2008. Foi feita a denúncia junto a Secretaria de Meio Ambiente de Porto Alegre, que compareceu no local. Acompanharemos o processo e as providências que serão tomadas para punir os responsáveis.

Para acessar as fotos da área devastada: http://fotolog.terra.com.br/clikambiente

 

10

de

novembro

A era do supérfluo e do descartável

   (*)Estamos vivendo a era do “supérfluo”, do “descartável”. O consumo indiscriminado de objetos cada vez mais descartáveis, que surgem principalmente na forma de embalagens, está levando o homem a uma produção contínua de resíduos. Este modelo de desenvolvimento sustentado, que visa apenas o crescimento econômico em detrimento de um modelo mais sustentável e mais social, está criando diversos desafios para as gerações futuras. Um destes desafios, e que está diretamente voltado para a sustentabilidade da vida e do meio ambiente no futuro, será o que fazer com todo este lixo gerado pelas gerações anteriores, visto que quase todo este resíduo – tóxico ou prejudicial para o nosso ambiente – leva anos e até mesmo centenas de anos para se decompor. O crescimento acelerado e cada vez mais desordenado das cidades, sem uma infra-estrutura básica que suporte e acompanhe o mesmo, causa o acúmulo de resíduos sólidos, que se trata do lixo doméstico orgânico e inorgânico, dos resíduos sólidos ou semi-sólidos provenientes das atividades industriais e de prestação de serviços e dos restos de vegetais oriundos das praças, parques, jardins e quintais. 
      De alguns anos para cá, com o aumento vertiginoso destes resíduos, os mesmos tornaram-se uma grande preocupação para o homem moderno, estando inserida a preocupação quanto ao seu destino na pauta dos grandes encontros mundiais sobre o meio ambiente, onde se discute a necessidade de uma maior destinação de verbas, da criação de mais projetos na área, além de melhores métodos e maneiras de reciclar eficazmente estes resíduos, de forma a diminuir o acúmulo dos mesmos na natureza. No Brasil, a promoção de hábitos de redução de lixo e a implantação da coleta seletiva voltada para a reciclagem e aproveitamento industrial é uma das ações e recomendações dentre as 21 ações prioritárias descritas na Agenda 21 Brasileira, estando contemplada dentro do objetivo 9 desta agenda (Universalizar o saneamento ambiental protegendo o ambiente e a saúde).
      A correta destinação destes resíduos também está prevista no Código Estadual do Meio Ambiente do Rio Grande do Sul (Lei Estadual Nº 11.520, de 03.08.2000), Título IV (Da gestão dos recursos naturais e da qualidade ambiental), Capítulo XII (Dos resíduos). Este artigo afirma que a segregação dos resíduos sólidos domiciliares na origem, visando ao seu reaproveitamento otimizado, é responsabilidade de toda a sociedade e será gradativamente implantada pelo Estado e pelos municípios, mediante programas educacionais e projetos de reciclagem. Apesar disto, ainda são muito tímidas as ações voltadas para transformar este objetivo em algo concreto. Para que isto ocorra, é necessário que haja mudanças de comportamento, de condutas e de valores em nossa sociedade atual. Estas mudanças só acontecerão no momento em que a sociedade adquirir uma percepção ambiental. Esta percepção ambiental, que pode ser descrita como o ato do homem perceber o ambiente em que está inserido, torna o cidadão mais consciente e faz com que ele aprenda a proteger e cuidar do mesmo, tornando-o mais responsável ao agir, ajudando na mudança de seus hábitos de consumo. Como educadores ambientais cabe a nós propagar estas idéias, cuidando para que as mesmas ajudem na transformação de uma sociedade mais sustentável, mais justa e mais consciente. Porém, para que isto ocorra, será necessário desfragmentar a visão individualista existente a partir da construção de uma visão coletiva de ambiente.
(*) Autor: Paulo Guilherme Stahnke

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